Em Curitiba capital do estado do Paraná encontra-se uma infraestrutura voltada ao bem estar de seus cidadãos e com preocupação na conservação de áreas verdes, uma rede de transporte urbano muito bem projetada além de uma localização geográfica que facilita o escoamento de sua produção tanto para o mercado externo quanto para o interno.
Foi nessa cidade que em 1979 uma das mais conceituadas montadoras de caminhões do mundo iniciou suas atividades visando redirecionar a forma de construção de veículos comerciais pesados no Brasil.
A Volvo do Brasil não apenas atende o mercado interno como exporta para toda a América do Sul sempre pensando em inovação e avanço tecnológico.
Nas palavras da Volvo do Brasil : “Um caminhão precisa estar apto a enfrentar tarefas de transporte 24 horas por dia. Ele tem que ser confiável: confiabilidade é a medida da qualidade em caminhões. E confiabilidade é o mesmo que disponibilidade. Esta visão de qualidade é o nosso princípio-guia quando fabricamos um caminhão Volvo, desde a manutenção preventiva eletrônica até o teste permanente dos materiais, do teste nas concessionárias até o suprimento global de peças. É o resultado da qualidade em toda a cadeia de desenvolvimento - projeto, engenharia, materiais, fabricação, vendas, e serviços de pós-venda. Ao final, isto ajuda a manter o seu caminhão Volvo confiável, provado desde a base e com alto valor de revenda alguns anos após a depreciação”.
Foi com essa filosofia que a Volvo passou a se preocupar com todos os aspectos voltados a construção de um caminhão, um destes aspectos em especial a Munters Brasil teve uma participação primordial.
Inicialmente no processo de pintura de peças plásticas a tinta utilizada era à base de solvente, com a mudança para tinta a base de água verificou-se que a qualidade no acabamento da pintura ficava comprometida.
Após analise ficou claro que o problema estava na eletricidade estática na cabine de pintura que afetava o desempenho da tinta à base de água reduzindo sensivelmente sua qualidade final.
Para solucionar o problema a umidade relativa dentro da cabine deveria girar entre 60% e 70%, visando manter tais condições o cliente entrou em contato com a Munters e solicitou um projeto para o controle de umidade visando minimizar a eletricidade estática.
Com esses dados iniciou-se o projeto de acordo com as condições climáticas em Curitiba.
Ar Externo:
| Dados |
Inverno |
Verão |
| Temperatura de bulbo seco |
5.00°C |
30.00ºC |
| Temperatura de bulbo úmido |
3.50ºC |
23.50ºC |
| Umidade relativa |
80% |
60% |
Sabendo que a temperatura também é um dos fatores a ser considerado, no inverno teria que haver um aquecimento visando manter as condições ideais durante o ano todo:
Ar após aquecimento:
| Dados |
Inverno |
Verão |
| Temperatura de bulbo seco |
43ºC |
|
| Temperatura de bulbo úmido |
18ºC |
|
| Umidade relativa |
8% |
|
Verificando as condições depois do aquecimento pudemos selecionar o equipamento de resfriamento evaporativo que atenderia a necessidade do projeto.
Após o dimensionamento das células evaporativas verificou-se o seguinte:
Ar na saida do painel evaporativo:
| Dados |
Inverno |
Verão |
| Temperatura de bulbo seco |
23,8ºC |
24,9ºC |
| Temperatura de bulbo úmido |
18,4ºC |
23,5ºC |
| Umidade relativa |
61% |
89% |
Graficamente fizemos o seguinte:
Para essa obra a solução veio com a utilização de painéis de resfriamento evaporativo Celdek com 8” de espessura monitorado através de umidostato localizados dentro da cabine de pintura.
Após a implantação a qualidade da pintura normalizou-se e a repintura por problemas das condições internas na cabine acabaram.
A Munters é expert em controle de umidade.