Eliminador de arraste T271® na Usina Vale do Ivaí
A Usina Vale do Ivaí está localizada na cidade de São Pedro do Ivaí, no norte do Estado do Paraná, a 430 km de Curitiba e a 530 km do Porto de Paranaguá.
História
Em 1981, no auge do Programa Proálcool, do sonho e empenho de alguns agricultores, nascia em São Pedro do Ivaí a Destilaria Vale do Ivaí S/A, cuja produção à época era tão somente o álcool hidratado. Atenta ao cenário futuro apresentado para o álcool e à sua necessidade de crescimento, a Empresa, aproveitando o seu potencial de produção, aumenta as áreas plantadas de cana de açúcar.
Assim, em 1989 nasce a Ivaicana Agropecuária Ltda, uma empresa controlada pela Vale do Ivaí, cuja finalidade é a produção de cana-de-açúcar que, somada à dos demais produtores veio a regular o abastecimento de matéria prima da indústria.
Com uma demanda crescente de álcool anidro no Brasil e com a necessidade de diversificação na produção pela empresa, a Vale do Ivaí, passa a produzir este novo produto a partir do ano 1991.
Seguindo com o processo de diversificação de sua produção, a Empresa dá um salto decisivo na sua história, quando em 1993 passa a produzir também o açúcar. Sua produção na primeira safra foi de 13.226 toneladas.
Produção Industrial
A Vale do Ivaí, além de possuir um parque industrial moderno e dotado de alta tecnologia, possui também uma grande versatilidade na sua produção, sendo capaz de produzir os açúcares do tipo VHP e cristal, seja a granel, em big bags, sacas de 50 kg ou empacotado, além do álcool anidro, álcool hidratado e derivados de levedura.
Ao chegar à indústria, a cana é pesada e amostrada para análise. Estas amostras são analisadas em laboratório próprio, visando medir seu teor de sacarose.
Após o descarregamento da cana, inicia-se o processo de moagem, que consiste em extrair o caldo da cana direcionando-o para a produção de açúcar ou álcool.
O bagaço resultante da moagem é pré-secado e utilizado como combustível nas caldeiras gerando energia que movimenta seus maquinários, tornando o processo auto-suficiente. A pré-secagem garante uma sobra de bagaço que possibilita novos projetos de co-geração de energia elétrica.
Já a vinhaça, que é um dos subprodutos da destilação na produção do álcool, é utilizada na fertirrigação da cana, e sua distribuição é feita através de equipamentos e tubulações especiais, bombas e canais em gravidade.
Em todas as etapas do processo são feitas análises em laboratório próprio, onde técnicos experientes e equipamentos laboratoriais especiais e precisos garantem a qualidade do produto final da Vale do Ivaí.
Em 2003 a empresa produziu mais de 40 milhões de litros de álcool sendo que deste volume, 4 milhões de litros foram destinados ao mercado internacional. Um grande aumento em relação aos anos anteriores, sendo que, todo esse álcool foi comercializado pela CPA Trading, da qual a empresa é sócia.
Já o açúcar, no ano de 2003, ultrapassou a marca de 106.000 toneladas, dos quais 86% foram comercializados no mercado internacional, através de uma invejável logística de distribuição, que compreende o transporte rodoviário e / ou ferroviário e a Pasa - Paraná Operações Portuárias S/A.
A Empresa projeta alcançar, em todos os seus produtos, números ainda mais significativos nos próximos anos. Para 2006, a estimativa de moagem é de 1,6 milhões de toneladas de cana de açúcar.
Problema
O processo de evaporação do caldo da cana se dá através da passagem do vapor gerado pela caldeira, que queima o bagaço da cana, através deste caldo, dentro de caixas de evaporação.
O objetivo desta evaporação é aumentar a concentração do teor de açúcar para melhorar a qualidade do produto final, e este processo ocorre em etapas, ou efeitos.
O vapor entra na caixa de pré-evaporação e, após a passagem pelo caldo, ele entra na caixa seguinte, e assim sucessivamente, até o último efeito.
O problema ocorre pelo fato do vapor carregar partículas de açúcar a cada passagem por um efeito, diminuindo assim a quantidade de produto final, pois este açúcar carregado é perdido no ambiente.
Além disso, existe um agravante: todo o vapor que condensa durante este processo se transforma em uma água quente, que retorna para a caldeira, para realimentar o processo de geração de vapor. Quando este vapor contém partículas de açúcar, a água condensada fica contaminada, devendo ser descartada
Quando isso ocorre, o processo da caldeira deve ser alimentado com uma água nova, tratada, que vai estar fria. Isso acarreta em aumento de custo e tempo para a produção do vapor.
Solução Munters
Na entressafra de 2004/05 foram instalados os eliminadores de arraste Munters modelo T271® em uma caixa de pré-evaporador.
Após o início da safra, começaram a se observar os resultados. Os laboratórios colheram amostras da água condensada para analisar o teor de açúcar contido e não obtiveram nada.
“Após algumas leituras de amostragens, decidimos por parar de medir, pois não havia nada de açúcar que pudesse ser detectado com os métodos utilizados”, declarou Nelson Izalberti, supervisor de fabricação da Vale do Ivaí. “O dreno de condensado precisava ser tratado antes de ser descartado para o ambiente, era quase um caldo negro, saturado de açúcar; hoje a água é transparente, não precisa de tratamento nenhum.”, continua o supervisor.
Na entressafra de 2005/06, foram instalados os eliminadores em mais três caixas de evaporação. Quando foi visto que a água de drenagem ficou transparente, nem houve coleta de amostragem para medição: o resultado já se sabia positivo.
Custo x Benefício
Segundo as estimativas da usina, o investimento dos eliminadores de arraste Munters e sua instalação nas caixas se pagou em aproximadamente uma safra, o que foi decisivo para instalar a solução em outras caixas da usina.
Equipamentos
A usina tem eliminadores de arraste Munters instalados em duas caixas de pré-evaporadores e duas de 2º efeito, além de um cozedor.
Existe um planejamento de instalar eliminadores nas demais caixas nas próximas entressafras, com uma vantagem: como o eliminador de arraste Munters T271® é modular, as possíveis ampliações de caixas de evaporação podem aproveitar módulos já instalados, adicionando apenas os módulos correspondentes ao aumento de capacidade da caixa.